domingo, 12 de junho de 2016

TENSÃO SEXUAL, VOLUME 1 - VOLÁTIL

(TENSIÓN SEXUAL, VOLUMEN 1 - VOLÁTIL)
Dir.: Marco Berger / Marcelo Mónaco
Argentina / EUA / França - 2012


Filminho safado que só, sem grandes pretensões, mas que mostra como o cinema argentino está muito a frente do nosso.
São 5 histórias independentes que tocam em situações que em algum momento já vivenciamos: um carinha se interessa por outro, fantasia, mas é completamente ignorado pelo objeto de sua paixão; outro descobre que se fosse um pouco mais corajoso teria conseguido o que queria; namorado deixa a namorada colhendo tomates e vai tomar banho com um saradão; sem falar no que descobre que o pinto do amigo cresceu além da conta, e por aí vai.
O filme não pretende mexer com nenhuma emoção do expectador, mas sim com sua libido, já que é carregado de cenas homoeróticas e cenas deliciosas, sem que em nenhum momento seja grosseiro ou apele pra cenas desnecessárias (não rola um beijo sequer). A rigor, é quase uma pornochanchada.
Destaque para Santiago Caamaño, do episódio dos tomates, que é delicioso.
Berger é diretor de filmes mais sérios, como "Hawaii" e "Ausente", o outro era diretor de filmes pornôs.

domingo, 5 de junho de 2016

ÉLÈVE LIBRE

(ÉLÈVE LIBRE)
Dir.: Joachim Lafosse
Bélgica / França - 2008


Drama belga sobre manipulação.
Jonas enfrenta problemas na escola, enquanto tenta conciliar essa com uma carreira que se promete promissora no tênis.
Sem muito contato com o pai, que não tem como lhe pagar uma escola e vivendo com a mãe, ele é deixado por essa aos cuidados de um amigo que vai lhe dar aulas de matemática, enquanto ela está viajando.
Jonas também está iniciando sua vida sexual com a namorada e se torna objeto do interesse de Pierre, o amigo da mãe, que começa dando "conselhos" sobre seu namoro, que depois se mostra uma forma sutil de controlar a mente de Jonas.
À Pierre, se juntam o casal Nathalie e Didier ( o deliciosíssimo Yannick Renier, de "Plein Sud") no jogo de sedução de Jonas.
Talvez seja um pouco arrastado, mas é bem interessante, embora seja mais sobre a manipulação em si do que sobre homossexualismo.